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O
Departamento Municipal de Trânsito de Barueri deflagrou na última semana
de setembro a campanha "Pedestre do Bem", com objetivo de
conscientizar motoristas e pedestres sobre suas responsabilidades no trânsito.
A ação procura estimular motoristas e pedestres a contribuírem para a
segurança do trânsito, reduzindo o risco de atropelamentos.
A
ação segue os mesmos princípios do "Programa de Proteção ao
Pedestre", realizado pela Prefeitura de São Paulo obrigando
motoristas a respeitar a preferência dos pedestres ao atravessar as ruas.
A campanha começou em maio deste ano na região central da cidade e na
avenida Paulista, batizada de "Zona de Máxima Proteção ao
Pedestre" (ZPP). No dia 8 de agosto, a CET (Companhia de Engenharia
e Tráfego) começou a multar os motoristas que não respeitavam as faixas
de pedestre na região da avenida Paulista e no centro da cidade; e
expandiu o programa para toda a capital no dia 1o. de setembro.
Os
resultados foram muito positivos. Segundo matérias publicadas pelo
"O Estado de S.Paulo" e "Folha de S. Paulo", no dia 5
de outubro, a CET registrou uma redução de 36% dos atropelamentos e de
71% nas mortes na região central e da avenida Paulista.
E no residencial?
É
certo que parte desses resultados é decorrente das multas e dos pontos na
Carteira de Habilitação. O que surpreende é que alguns moradores
respeitam as leis de trânsito nas ruas e as desrespeitam quando chegam no
Residencial, que pode ser considerado como uma extensão de suas casas.
Vários
moradores já solicitaram à Diretoria a adoção de medidas para coibir o
comportamento desses motoristas que colocam em risco a segurança dos
demais moradores nas alamedas internas do Residencial. Em carta à
Diretoria, uma moradora comentou que a velocidade que os veículos
trafegam no Residencial, "é um desrespeito aos pedestres em
geral".
"E
muitos dos motoristas são moradores",
destaca Nemias de Souza Noia, Diretor de Segurança do Alpha 2.
"A preocupação das pessoas que cobram medidas mais duras é
evitar a ocorrência de acidentes de trânsito, especialmente com
pedestres que caminham pelas alamedas do Residencial". Nemias lembra
que o projeto arquitetônico e urbanístico adotado para os Residenciais
de Alphaville e Tamboré priorizou o uso do carro e não previu a construção
de calçadas no interior dos Residenciais, forçando os pedestres -
inclusive crianças e idosos - a caminhar pelas alamedas.
"É
preciso termos em mente que muitas dessas pessoas que andam a pé pelas
alamedas são nossos familiares, filhos, vizinhos e amigos e que um
acidente provocado por um veículo em alta velocidade pode ter consequências
bem trágicas", conclui o Diretor de Segurança do Alpha 2.
Velocidade
máxima é de 30 km/h
As alamedas internas do Alpha 2 são consideradas vias de trânsito
local pelo Código Nacional de Trânsito. A velocidade máxima permitida
para ruas com essa característica é de
30 quilômetros
por hora e os pedestres sempre devem ter a preferência.
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