História
1554

Tudo começa de fato em 1554 quando um grupo de Jesuítas funda a cidade de São Paulo. O jovem e inquieto José de Anchieta, dando continuidade ao trabalho evangelizador da Companhia de Jesus, funda no entorno da São Paulo de Piratininga, vários aldeamentos para a catequização da “população original”, ou seja, dos índios, como Cristóvão Colombo os chamou pela primeira vez que os viu. E entre esses aldeamentos, o Aldeamento de Barueri, assim descrevendo o ato em carta enviada ao Provincial da Cia de Jesus, Manoel da Nóbrega, sediado no Colégio Jesuítico de Salvador e datada de 10 de novembro de 1560 :“...Em terras recebidas do Governador desta Capitania à 4 ou 5 léguas daqui, instalei alguns gentios para que ali se fizesse uma ermida onde algum padre irá rezar missa e confessá-los e tornei outra vez a São Vicente...”. 

1560

 E no dia 21 de novembro de 1560, seguindo a tradição jesuítica e portuguesa, rezou-se a primeira missa inaugurando a igreja e a ermida, dedicada à Nossa Senhora da Escada, segundo o calendário religioso, fundando-se então a cidade de Barueri, sítio localizado em frente ao KM 24 da Rodovia Castelo Branco, exatamente a 4 léguas do ponto zero de São Paulo. Com a presença dos Jesuítas se acirra o embate com os colonos portugueses pelo domínio dos “originais”, os primeiros para lhes catequizar, os segundos para lhes escravizar em suas propriedades já existentes na região.

1580

 Vinte anos depois, em 31.10.1580, o Governador da Capitania de São Vicente, Jerônymo Leitão, doa em Carta de Sesmaria 6 léguas quadradas de terras em Carapicuíba, algo aproximado a 1.296 quilômetros quadrados de terras,  para que os “originais” que estavam na Aldeia de Pinheiros pudessem nela lavrar e tirar o seu sustento, estando incluído nesta sesmaria o território do Aldeamento de Barueri, permanecendo tais terras sob a administração dos Padres Jesuítas. 

1739

 Em 1739, Francisco Rodrigues Penteado, tataravô do Conde Antônio Álvares Leite Penteado, aforou dos Jesuítas da Companhia de Jesus o sítio Tamboré, criando uma enfiteuse eclesiástica, permanecendo os Penteados no revezamento familiar do domínio útil do sítio e em 1935, pela primeira vez, ocorre a sua divisão em seis quinhões. Na primeira metade da década de 1970 transferiram o domínio útil do sítio às Companhias Albuquerque, Takaoka S/A e à Tamboré Administração S/A, as quais lançaram os empreendimentos Alphavilles e Tamborés. 

1973

 Mais precisamente em 22.03.1973, Stella Penteado, herdeira do quinhão 3, o transferiu à Construtora Albuquerque, Takaoka S/A, a qual lançou nele o empreendimento denominado Residencial Alphaville 2, o nosso residencial.