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19/06/2018

Após dois anos estagnado, País sobe cinco posições em ranking de inovação

Foram avaliadas 126 economias. Brasil aparece em 64º lugar na lista. Suíça ostenta primeira colocação

O Brasil está na 64ª posição dentre as 126 economias avaliadas no Índice Global de Inovação de 2018, divulgado na terça-feira (10). Apesar de o país ter subido cinco colocações, ainda está longe de ser uma potência inovadora. O indicador é calculado em conjunto pela Universidade Cornell, da faculdade de administração Insead e da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual).

A Suíça ostenta o primeiro lugar na lista, enquanto a China figura entre as 20 economias mais inovadoras. Os Estados Unidos caíram da 4ª para 6ª posição. No caso do Brasil, mesmo quando a análise é regional, a nação ainda está distante das bem colocadas. Na América Latina e no Caribe, o país aparece em 6º lugar em uma relação de 18 economias, os três primeiros são: Chile, Costa Rica e México.

Para o professor do Cornell SC College of Business e um dos responsáveis pelo ranking, Soumitra Dutra, que esteve recentemente no Brasil, “o que me impressionou foi à liderança que agora é compartilhada entre o governo brasileiro e o setor privado. O que eu vejo acontecendo no país é uma maior percepção do que o futuro requer: que o Brasil e a indústria brasileira mudem e inovem. E isso tem sido provocado pela sensação de crise gerada pelas incertezas políticas no país”, afirmou.

Desempenho brasileiro
O ranking aponta que o Brasil tem desempenho melhor em gastos com pesquisa e desenvolvimento, importações e exportações líquidas de alta tecnologia, qualidade de publicações científicas e universidades. Nesse último item, os destaques são as paulistas USP e Unicamp e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Mas algumas fragilidades impedem o país de melhorar ainda mais sua classificação. Dentro da área instituições, a principal é o ambiente para negócios (110º) e a burocracia para abrir uma empresa, o Brasil ocupa a 123ª posição em facilidade de iniciar um empreendimento.

Quando analisada a sofisticação de mercado, são apontadas dificuldades em crédito (104º) ou investimento. Na avaliação do presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Andrade, “a inovação ganha um novo peso no desenvolvimento e na competitividade das nações e o Brasil deve se dirigir para esse caminho”, disse.

Fonte: Folha de Alphaville