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24/08/2018

Uso de canudos plásticos deve ser proibido em Santana de Parnaíba

Projeto que bane o uso do item em estabelecimentos comerciais foi aprovado na Câmara

 O uso de canudos plásticos deve ser proibido em restaurantes e lanchonetes de Santana de Parnaíba. A Câmara Municipal aprovou na última semana o Projeto de Lei nº 21/2018, que impede a distribuição dos itens nos estabelecimentos comerciais da cidade. De autoria da vereadora Sabrina Colela, a medida segue agora para a sanção do prefeito. 

Segundo a justificativa do texto apresentado no Legislativo, o objetivo da lei é diminuir o impacto causado pelo material, uma vez que o plástico leva 100 anos para se decompor, “causando poluição e afetando o meio ambiente”. A medida propõe que os comércios adotem o uso de canudos biodegradáveis ou de material reciclável.

O documento sugere que a fiscalização seja feita por agente públicos. Estabelecimentos que não cumprirem a norma, serão notificados e, caso não regularizem a situação, levarão multa de R$ 500. Na reincidência, o valor dobra, passando para R$ 1.000.

Antônio Henrique Branco, proprietário do Restaurante Bartolomeu, disse que a medida veio em boa hora. “Já estava programando essa mudança, mesmo sem a lei, por respeito ao meio ambiente. Acabando o estoque, não teremos mais canudos plásticos. Os sucos não terão canudos e nas caipirinhas colocaremos paletas”, disse. 

Para ele, a utilização dos itens em materiais biodegradáveis e em aço são inviáveis para a rotina comercial. “O custo dobraria e o uso de aço acabaria sendo anti-higiênico devido à dificuldade para limpar”, completa.


Redes

A rede de cafeterias Starbucks, que tem unidade em Alphaville, disse que vai deixar de usar canudos de plástico em lojas de todo o mundo até 2020, evitando o consumo de mais de um bilhão de canudos. A rede de fast food McDonald’s também anunciou recentemente que deixará de usar o apetrecho em lojas do Reino Unido e da Irlanda. 


Vilanizando

Para o biólogo Cláudio Gonçalves Tiago, professor do Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da Universidade de São Paulo (USP), a proibição não muda muita coisa. “Estão vilanizando um material que não é necessariamente o culpado pela poluição ao meio ambiente. Deveriam ser incentivadas políticas públicas para a destinação adequada de plástico e demais materiais sólidos”.

Ainda de acordo com ele, a suspensão do uso dos plásticos abre margem para outros problemas. “Se usarmos canudos de papel, derrubaremos árvores, imagine também o quanto de água não gastaríamos para lavar os canudos de inox”, questiona.


Fonte: Folha de Alphaville