Notícias
04/09/2018

Barueri e Parnaíba têm 153 pessoas na fila de espera por um órgão

Apenas 2,4% dos transplantes feitos no Estado beneficiaram moradores da região 

Um balanço divulgado na última semana pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) demonstrou que 32.716 pacientes aguardam o transplante de órgãos como rim, córnea, pulmão, coração, fígado e pâncreas no Brasil. São Paulo é o Estado que concentra mais pessoas na fila de espera, sendo que mais de 11 mil estão na lista na expectativa de receber um rim. 

Segundo dados da Central Estadual de Transplantes, fornecidos após pedido da reportagem, em Barueri e Santana de Parnaíba, há atualmente 153 pessoas na fila de espera por um órgão, sendo que 123 aguardam por um rim (122 adultos e uma criança); 19 por uma córnea (18 adultos e uma criança); quatro por um coração (3 adultos e uma criança); duas por um pulmão (adultos); duas por um fígado (adultos) e três por um pâncreas conjugado com um rim.

Para receber a doação, a pessoa precisa estar inscrita na lista de espera regida e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes. 

Os critérios que determinam a compatibilidade são o tipo sanguíneo, a dosagem de determinadas substâncias colhidas no exame de sangue e características físicas, como proporcionalidade do órgão no corpo, tamanho e etc.

De acordo com a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Marizete Peixoto, o tempo de espera para um órgão é em média um ano e meio, porém, em determinadas situações, este período pode se estender. “Geralmente a espera para mulheres que já tiveram um filho é maior, pois o corpo tem mais sensibilidade para reconhecer o órgão, já que teve contato com um organismo estranho anteriormente” explica. 

Segundo a ABTO, caso um paciente da lista não tenha compatibilidade com o doador, o órgão é passado para a próxima pessoa da espera, até que todos os critérios para a doação sejam atendidos. 


Transplantes

Apenas 2,4% dos transplantes realizados no Estado de São Paulo no ano passado beneficiaram moradores das cidades de Barueri e Santana de Parnaíba. Entre as 2,3 mil pessoas que receberam doações de órgãos, 57 eram moradoras da região. 

Até agosto deste ano, 1.592 paulistas passaram por uma operação de transplante, o que corresponde a 69,2% das cirurgias realizadas ao longo de 2017. As doações recebidas por pessoas da região somam apenas 1,2% desse total (20 pacientes).

Em nível nacional, o índice é mais desfavorável à região. No ano passado, o país realizou 27 mil procedimentos, conseguindo bater recorde de transplantes ao ultrapassar a marca dos 25 mil feitos em 2016, porém, apenas 0,2% dessas doações de órgãos tiveram como beneficiados moradores de Barueri e Parnaíba.


Fonte: Folha de Alphaville